Algoritmo do Google: o que é, como funciona e últimas atualizações de 2026
Entenda como o algoritmo do Google funciona, quais são seus principais sistemas de ranqueamento e todas as atualizações confirmadas em 2025 e 2026.
Resumo rápido
<a href>). Não existe número ideal de links por página.Linkagem interna é a prática de criar links de uma página para outra dentro do mesmo domínio, organizando a navegação, mostrando a hierarquia do conteúdo e distribuindo autoridade entre as páginas do site. Cada um desses links é chamado de link interno, em oposição ao link externo, que aponta para outro domínio.
Menus, rodapés, breadcrumbs, botões de “leia também” e links no meio do texto são todos links internos. A diferença entre um site com linkagem interna estratégica e um site com links “acidentais” está na intenção: no primeiro, cada link ajuda o leitor a dar o próximo passo e indica ao Google quais páginas são mais importantes.
É a parte do SEO de links que está 100% sob o seu controle. Diferente de um backlink, que depende de outro site decidir citar você, um link interno pode ser criado hoje, em minutos, por qualquer pessoa com acesso ao CMS. Por isso a linkagem interna é considerada um dos pilares do SEO on-page.
Os links internos cumprem quatro funções ao mesmo tempo:
O Google é direto na documentação de boas práticas para links: toda página que importa para você deve receber link de pelo menos uma outra página do site. A orientação é pensar em quais outros recursos do site ajudariam o leitor a entender aquela página e linkar para eles dentro do contexto.
Sitemap não substitui link: o sitemap XML ajuda o Google a descobrir URLs, mas não transmite autoridade nem contexto. Uma página que está no sitemap e não recebe nenhum link interno continua sinalizando que não é importante.
Cada tipo de link tem um papel diferente. Uma boa estratégia combina todos.
| Tipo | Onde aparece | Papel principal | Observação |
|---|---|---|---|
| Navegação principal | Menu do topo | Mostrar as seções mais importantes | Aparece em todas as páginas; reserve para categorias e páginas-chave. |
| Rodapé | Final de todas as páginas | Páginas institucionais e de apoio | Evite transformar em lista enorme de links com palavra-chave. |
| Breadcrumbs | Acima do título | Mostrar a hierarquia (Início › Categoria › Página) | Pode ser marcado com dados estruturados BreadcrumbList. |
| Contextuais | No meio do texto | Conectar conteúdos relacionados com contexto | São os mais valiosos para SEO e para o leitor. |
| Relacionados | Blocos de “leia também” | Aumentar a navegação entre conteúdos do mesmo tema | Prefira seleção editorial a listas automáticas genéricas. |
| Âncoras na mesma página | Sumários | Levar a uma seção específica | Usam #id nos heading tags; ajudam a leitura em textos longos. |
Mais do que links soltos, a linkagem interna define a arquitetura do site. Três conceitos ajudam a organizar o trabalho.
Um modelo muito usado é o de topic clusters: uma página pilar trata um assunto amplo e linka para páginas satélites que aprofundam subtemas. Cada satélite, por sua vez, linka de volta para o pilar e para satélites vizinhos quando faz sentido. Exemplo: um guia de SEO on-page linka para conteúdos específicos sobre title tag, texto âncora e dados estruturados, e todos eles apontam de volta para o guia.
O benefício é duplo. Para o leitor, o caminho entre conteúdos relacionados fica óbvio. Para o Google, o conjunto mostra que o site cobre o tema com profundidade, e os sinais se concentram nas páginas certas.
Profundidade é o número de cliques necessários para chegar a uma página a partir da home. Páginas muito “fundas”, acessíveis só depois de várias paginações, tendem a ser rastreadas com menos frequência e a receber menos autoridade. Uma referência comum de mercado é manter as páginas importantes a até três cliques da home. Não é regra do Google, mas é um bom alvo prático.
Organize os links de acordo com a intenção de busca de cada página. Conteúdos informativos podem conduzir para páginas comerciais quando o assunto se aproxima de uma decisão de compra, mas sem forçar: um link para “contrate agora” no meio de uma explicação conceitual quebra a leitura.
site:seudominio.com.br "termo" para achar textos que já mencionam o assunto da página que você quer fortalecer. Transforme essas menções em links.Dica: ao lançar uma página comercial importante, adicione links a ela a partir dos três ou quatro conteúdos do blog com mais tráfego e backlinks sobre o mesmo assunto. É uma das formas mais rápidas de dar visibilidade a uma URL nova.
Não existe número certo. O Google afirma que não há uma quantidade mágica ideal de links por página e completa: se você acha que são links demais, provavelmente são. O que deve guiar a decisão é a utilidade para o leitor.
Como referência prática, a Ahrefs sugere começar com três a cinco links contextuais por artigo e ajustar conforme o tamanho e a densidade do texto. Guias longos naturalmente comportam mais links. O importante é:
<a> com atributo href. Navegação feita só com onclick, <span> ou URLs javascript: não é recomendada.Atenção: páginas órfãs não são só um problema de autoridade. Elas costumam ser descobertas tarde e podem ficar fora do índice. Veja como isso afeta a indexação.
Na documentação sobre recursos de IA, o Google lista entre as boas práticas tornar o conteúdo fácil de encontrar por meio de links internos e garantir que o rastreamento esteja liberado. Isso é coerente com o funcionamento dos AI Overviews e do Modo IA: eles usam o índice e os sistemas de ranqueamento do Google para buscar páginas, e o Modo IA pode disparar várias buscas relacionadas sobre subtemas (técnica chamada de query fan-out).
Na prática, um cluster bem linkado aumenta as chances de que diferentes páginas do seu site sejam encontradas para diferentes partes de uma mesma pergunta. Se o Google busca “o que é texto âncora” e, em paralelo, “como fazer linkagem interna”, um site que cobre os dois temas de forma conectada tem mais pontos de entrada.
Ferramentas de IA de terceiros que navegam na web também seguem links. Uma estrutura clara, com âncoras descritivas e poucas camadas de profundidade, facilita que qualquer rastreador entenda a relação entre as suas páginas.
O link interno liga duas páginas do mesmo site. O backlink é um link de outro site apontando para o seu. Os dois transmitem autoridade, mas só o link interno está totalmente sob o seu controle.
Sim. Eles ajudam o Google a descobrir páginas, distribuem PageRank entre elas e dão contexto pelo texto âncora. Fortalecer uma página com links de conteúdos relevantes e bem posicionados é uma das ações de SEO mais rápidas de executar.
Não. O nofollow foi pensado para links externos em que você não confia, links pagos e conteúdo gerado por usuários. Para tirar uma página do Google, use noindex; para impedir o rastreamento, robots.txt.
Contam, e são importantes para a navegação. Mas como se repetem em todas as páginas, dão pouco contexto sobre a relação entre conteúdos específicos. Os links contextuais, dentro do texto, costumam ser mais informativos.
Compare a lista de URLs do sitemap (ou do Google Analytics e do Search Console) com as URLs encontradas por um rastreador que segue apenas links. As páginas que aparecem na primeira lista e não na segunda são órfãs.
Fontes e referências
Mauricio Shinmi é CEO e cofundador da Oxigenweb, empresa de tecnologia e marketing fundada em 2009, e criador do SEONextbr, plataforma brasileira de SEO e GEO. Com mais de 20 anos de experiência em SEO, já atendeu marcas como JBS, Caloi, Itaipava, Cultura Inglesa e Lufthansa. Foi reconhecido pela Abradi como um dos 50 maiores especialistas em WordPress do Brasil, atua como investidor e mentor de startups e integra o Conselho Municipal de Inovação e Tecnologia de Presidente Prudente. No Guia SEO, escreve sobre SEO, GEO e como as empresas podem ser encontradas no Google e nas respostas das IAs.
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