Backlink: o que é, tipos de link e por que importa no SEO
Backlink é um link de outro site para o seu. Entenda como o Google usa os backlinks, os atributos rel e o que separa um link valioso de um arriscado.
Resumo rápido
Texto âncora (anchor text) é o texto visível e clicável de um link, que indica ao usuário e aos buscadores qual é o assunto da página de destino. Em geral aparece sublinhado ou em outra cor, e é o que fica entre as tags de abertura e fechamento do elemento <a> no HTML.
No exemplo acima, o texto âncora é “estratégias de link building”. Quem lê sabe o que vai encontrar antes de clicar, e o Google recebe uma pista clara sobre o tema da página linkada.
Quando o link é uma imagem, o papel do texto âncora é cumprido pelo atributo alt da imagem. Se não houver texto nem alt, o link fica “mudo”: o Google pode usar o atributo title como alternativa, mas a documentação oficial classifica âncoras vazias como má prática.
Âncora interna x âncora externa: nos links entre páginas do seu site, você escolhe cada palavra. Nos backlinks, quem escolhe é o outro site. Por isso as estratégias para os dois casos são diferentes, como você verá adiante.
O texto âncora é um dos sinais mais antigos do Google. No artigo acadêmico de 1998 em que Sergey Brin e Larry Page descrevem o buscador, há uma seção dedicada a ele: a maioria dos buscadores da época associava o texto do link apenas à página em que o link estava, e o Google passou a associá-lo também à página para onde o link aponta. A justificativa dos autores era que as âncoras muitas vezes descrevem uma página com mais precisão do que a própria página.
Essa ideia trabalha junto com o PageRank: enquanto o PageRank mede a importância de uma página pelos links que recebe, a âncora ajuda a entender sobre o que é essa página.
Hoje o Google segue dizendo, no Guia de SEO para iniciantes, que o texto do link informa aos usuários e ao Google algo sobre a página linkada. Há também um uso menos conhecido: na documentação sobre links de título, o Google lista entre as fontes que pode usar para gerar o título exibido nos resultados o texto âncora da página e o texto dos links que apontam para ela. Ou seja, as âncoras que outros sites e o seu próprio site usam podem influenciar até como a sua página aparece na busca. Para controlar melhor esse título, cuide também da sua title tag.
O artigo que apresenta o Google descreve a propagação do texto âncora para a página de destino como um dos diferenciais do buscador.
O Google lança a atualização contra webspam que ficou conhecida como Penguin, atingindo cerca de 3,1% das buscas em inglês. Padrões artificiais de links e âncoras viram alvo.
O Penguin passa a fazer parte do algoritmo central, funciona em tempo real e se torna mais granular: desvaloriza o spam em vez de rebaixar o site inteiro.
A atualização de spam de links de dezembro usa o SpamBrain para detectar e neutralizar links artificiais, anulando o crédito que eles passavam.
A linha do tempo mostra o equilíbrio que o Google busca: a âncora continua útil como sinal, justamente por isso é alvo de manipulação, e o algoritmo do Google foi ficando cada vez melhor em ignorar âncoras artificiais.
As classificações variam um pouco entre ferramentas, mas os tipos abaixo são os mais usados no mercado. Os exemplos consideram uma página sobre link building.
| Tipo | Exemplo | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Exata | link building | Links internos pontuais; em backlinks, com moderação. |
| Parcial | estratégias de link building para e-commerce | A forma mais natural em textos. Boa para internos e externos. |
| De marca | Guia SEO | Muito comum em backlinks naturais, como citações de imprensa. |
| URL nua | guiaseo.com.br | Citações de fonte, listas de referências, redes sociais. |
| Genérica | clique aqui, saiba mais | Evite. Não descreve o destino. |
| De imagem | alt=”Gráfico de evolução de backlinks” | Banners e imagens linkadas; o alt cumpre o papel da âncora. |
| Frase ou pergunta | como conseguir links sem comprar | Âncoras longas e naturais, comuns em blogs. Evite exageros. |
Em um perfil de links saudável, há uma mistura desses tipos. Sites que conquistam links de forma orgânica recebem muitas âncoras de marca, URLs e variações parciais, porque cada pessoa cita do seu jeito.
A documentação de boas práticas para links do Google resume a regra em três palavras: a âncora deve ser descritiva, razoavelmente concisa e relevante para a página de destino. Na prática:
alt que descreva o destino, não apenas a figura.Na linkagem interna, você tem liberdade: nos links entre as suas próprias páginas, âncoras descritivas e com o termo principal são esperadas e úteis. O cuidado com excesso vale sobretudo para links externos que você consegue influenciar. Veja como organizar isso em linkagem interna.
Durante anos, uma tática comum foi espalhar backlinks com a mesma âncora comercial exata (“advogado trabalhista SP”, “comprar tênis barato”) em diretórios, comentários e artigos patrocinados. O Penguin, em 2012, foi a resposta do Google a esse tipo de padrão, e as políticas de spam atuais citam explicitamente como spam de links:
O sinal de alerta não é ter algumas âncoras exatas, o que acontece naturalmente. É um perfil em que a maioria dos links externos usa a mesma palavra-chave comercial, algo que raramente ocorre quando as pessoas citam um site espontaneamente.
Vale lembrar também que a âncora é só uma parte da equação. Em um estudo com 384.614 páginas ranqueando para cerca de 19,8 mil palavras-chave, a Ahrefs encontrou correlação relativamente fraca entre âncoras exatas de backlinks e posições no Google. Correlação não prova causa, mas o dado reforça que a relevância e a força de quem linka pesam mais do que a âncora escolhida.
Atenção em guest posts e parcerias: se você publica artigos em outros sites, prefira links com âncora de marca ou descritiva e natural. Pedir sempre a mesma âncora comercial é exatamente o padrão que as diretrizes descrevem. Entenda os limites em link building e no guia de SEO off-page.
Revise as âncoras em duas frentes:
Ao encontrar problemas nas âncoras internas, corrija diretamente. Em âncoras externas artificiais, a primeira opção é pedir a remoção ou deixar que o Google as ignore. A ferramenta de rejeição de links (disavow) só é recomendada pelo Google em casos de muitos links artificiais que causaram ou podem causar uma ação manual.
Os recursos de IA do Google, como AI Overviews e Modo IA, buscam páginas usando o índice e os sistemas de ranqueamento da Pesquisa. Como a âncora continua sendo um dos elementos que ajudam o Google a entender páginas, as mesmas boas práticas valem para esse cenário.
Há ainda um efeito indireto. Âncoras descritivas melhoram a leitura, criam caminhos lógicos entre conteúdos e deixam claro o que cada URL cobre, o que facilita o trabalho de qualquer sistema que precise escolher a página certa para responder a uma pergunta específica. Para a visão completa de otimização dentro da página, veja o guia de SEO on-page.
Anchor text é traduzido como texto âncora. É o texto clicável de um link, aquele que normalmente aparece sublinhado ou destacado em outra cor.
Não. Em links internos é comum e útil. O problema é o uso excessivo e artificial em links externos, como em guest posts e press releases distribuídos com a mesma âncora comercial, o que as políticas de spam do Google tratam como spam de links.
Pode, mas é uma oportunidade perdida. O Google classifica âncoras como “clique aqui” e “leia mais” como genéricas demais. Prefira um texto que descreva o destino, como “veja o guia de linkagem interna”.
Não há limite oficial. O Google pede âncoras razoavelmente concisas: em geral, poucas palavras que descrevam o destino são suficientes. Evite transformar uma frase inteira em link.
Sim. Quando uma imagem é usada como link, o Google usa o atributo alt da imagem como texto âncora. Por isso imagens linkadas precisam de alt descritivo.
Fontes e referências
Mauricio Shinmi é CEO e cofundador da Oxigenweb, empresa de tecnologia e marketing fundada em 2009, e criador do SEONextbr, plataforma brasileira de SEO e GEO. Com mais de 20 anos de experiência em SEO, já atendeu marcas como JBS, Caloi, Itaipava, Cultura Inglesa e Lufthansa. Foi reconhecido pela Abradi como um dos 50 maiores especialistas em WordPress do Brasil, atua como investidor e mentor de startups e integra o Conselho Municipal de Inovação e Tecnologia de Presidente Prudente. No Guia SEO, escreve sobre SEO, GEO e como as empresas podem ser encontradas no Google e nas respostas das IAs.
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