Robots.txt: o que é, como configurar e controlar robôs de IA
Entenda o que é robots.txt, como o Google lê o arquivo, veja exemplos prontos, a diferença para noindex e como controlar robôs de IA como o GPTBot.
Resumo rápido
Core Web Vitals são um conjunto de três métricas definidas pelo Google para medir, com dados de usuários reais, a qualidade da experiência de uma página em carregamento, interatividade e estabilidade visual. Em português, o termo às vezes aparece traduzido como “Métricas Essenciais da Web”, mas o próprio Search Console em português mantém o nome em inglês.
A ideia surgiu em 2020, dentro da iniciativa Web Vitals do Chrome. Antes dela, cada ferramenta de performance tinha seus próprios números, e era difícil saber o que realmente importava. O Google então escolheu um pequeno grupo de métricas que representam o que o usuário sente: a página aparece rápido? Responde quando eu clico? O conteúdo fica parado no lugar ou “pula” enquanto eu leio?
Três pontos ajudam a entender o conceito:
Cada métrica cobre um aspecto da experiência. Os limites abaixo são os da documentação oficial do web.dev e do relatório de Core Web Vitals do Search Console:
| Métrica | O que mede | Bom | Precisa melhorar | Ruim |
|---|---|---|---|---|
| LCP (Largest Contentful Paint) | Carregamento: tempo até o maior elemento visível (imagem de destaque, bloco de texto) aparecer na tela | até 2,5 s | de 2,5 s a 4 s | acima de 4 s |
| INP (Interaction to Next Paint) | Responsividade: tempo entre uma interação (clique, toque, tecla) e a próxima atualização visual da tela | até 200 ms | de 200 ms a 500 ms | acima de 500 ms |
| CLS (Cumulative Layout Shift) | Estabilidade visual: quanto o layout se desloca de forma inesperada | até 0,1 | de 0,1 a 0,25 | acima de 0,25 |
O LCP marca o momento em que o maior elemento da área visível termina de ser exibido. Em um blog, costuma ser a imagem de destaque ou o primeiro parágrafo. Em uma loja virtual, a foto do produto. É a métrica que mais se aproxima da sensação de “a página abriu”.
O INP observa todas as interações feitas durante a visita e reporta uma das mais lentas. Se o usuário clica em “adicionar ao carrinho” e nada acontece por meio segundo, o INP piora. Ele é mais exigente que o antigo FID, que media apenas o atraso da primeira interação.
O CLS soma os deslocamentos inesperados de layout. Sabe quando você vai clicar em um link e um banner carrega por cima, empurrando tudo para baixo? É isso que o CLS mede. O valor não é em segundos: é uma pontuação baseada em quanto da tela se moveu e a que distância.
A regra do percentil 75: para passar na avaliação, uma página precisa atingir o nível “bom” nas três métricas em pelo menos 75% das visitas, separando celular e desktop. Ou seja, não basta carregar rápido no seu computador com internet de fibra; precisa funcionar bem para a maioria dos visitantes reais.
As Core Web Vitals não são fixas. O Google tem um ciclo de vida para as métricas: elas começam como experimentais, passam por uma fase pendente de pelo menos seis meses e só então se tornam estáveis. Mesmo métricas estáveis podem ser substituídas se surgir algo melhor, e foi exatamente o que aconteceu com o FID.
Em maio, o time do Chrome anuncia as Core Web Vitals (LCP, FID e CLS). No fim do mês, o Google informa que elas farão parte de um novo sinal de experiência da página na busca.
A atualização de experiência da página começa a ser aplicada em meados de junho, com implementação gradual até o fim de agosto.
O Chrome apresenta o INP como métrica experimental, para medir a responsividade ao longo de toda a visita.
Em maio, o Google anuncia que o INP vai substituir o FID e o promove a métrica pendente.
Em 12 de março, o INP se torna oficialmente uma Core Web Vital e o FID é removido do Search Console.
Sim, mas com nuances importantes. A documentação do Google afirma que seus sistemas centrais de ranqueamento buscam recompensar conteúdos que oferecem boa experiência da página, e recomenda fortemente que os sites tenham boas Core Web Vitals. Ao mesmo tempo, a mesma documentação deixa claro que:
Na prática, Core Web Vitals funcionam como um critério de desempate e, principalmente, como fator de negócio. Uma página lenta perde visitantes antes mesmo de eles lerem o primeiro parágrafo, e isso afeta conversão, taxa de rejeição e até o CTR de quem volta para a página de resultados. Para entender como esses sinais se combinam com centenas de outros, veja o guia sobre o algoritmo do Google.
Atenção: o próprio Google desaconselha perseguir nota perfeita apenas por SEO. Sair de “ruim” para “bom” costuma trazer ganho real. Sair de 95 para 100 no PageSpeed Insights, quase nunca.
Este é o ponto que mais confunde. Existem dois tipos de dado, e eles podem mostrar números bem diferentes:
| Dados de campo | Dados de laboratório | |
|---|---|---|
| Origem | Visitas reais de usuários do Chrome (Chrome User Experience Report, o CrUX) | Teste simulado em um dispositivo e conexão definidos |
| Ferramentas | Relatório de Core Web Vitals do Search Console, PageSpeed Insights (parte superior), CrUX, biblioteca web-vitals | Lighthouse, Chrome DevTools, PageSpeed Insights (parte inferior) |
| Mede INP? | Sim | O Lighthouse não, porque não há interação real. Ele usa o Total Blocking Time (TBT) como aproximação |
| Para que serve | Saber como a página está de verdade e o que o Google enxerga | Diagnosticar causas e testar correções antes de publicar |
O relatório de Core Web Vitals do Search Console usa dados do CrUX e agrupa URLs com experiência parecida (por exemplo, todas as páginas de produto). O status do grupo segue a pior métrica: se o CLS está ruim e o LCP precisa melhorar, o grupo aparece como “ruim”. Sites com pouco tráfego podem não ter dados suficientes; nesse caso, o relatório tenta usar os dados da origem inteira (o domínio) e, se nem isso existir, mostra que não há dados disponíveis.
Dica: use o PageSpeed Insights para uma URL específica e o Search Console para ver o site inteiro. Se a página não tem dados de campo, os testes de laboratório ainda ajudam a encontrar problemas, mas trate a nota como diagnóstico, não como veredito.
Comece pelos grupos de URLs marcados como “ruim” no Search Console, priorizando os modelos de página que recebem mais tráfego orgânico. Corrigir o template de produto, por exemplo, melhora centenas de páginas de uma vez.
loading="lazy" para imagens abaixo da dobra.fetchpriority="high" na imagem de destaque. Se ela é chamada via CSS ou JavaScript, use um <link rel="preload"> para que o navegador a descubra cedo.Os AI Overviews e o Modo IA do Google se apoiam nos mesmos sistemas de ranqueamento e no mesmo índice da busca tradicional. Na lista de boas práticas que o Google publicou para os recursos de IA, oferecer uma boa experiência da página aparece ao lado de permitir o rastreamento e manter o conteúdo importante em texto. Não existe uma métrica de performance “especial” para aparecer nas respostas de IA. Veja como esses recursos funcionam em SEO para AI Overviews e Modo IA.
Há ainda um argumento de negócio: quando a resposta da IA já resolve parte da dúvida (o fenômeno da busca zero clique), o clique que chega ao site tende a ser de alguém mais decidido. Perder esse visitante por causa de uma página lenta custa mais caro do que antes. Se você trabalha a visibilidade em ChatGPT, Perplexity e outros buscadores generativos, a performance continua sendo a base técnica de qualquer estratégia de GEO (Generative Engine Optimization).
São três: LCP (Largest Contentful Paint), que mede o carregamento; INP (Interaction to Next Paint), que mede a responsividade; e CLS (Cumulative Layout Shift), que mede a estabilidade visual. O INP substituiu o FID em 12 de março de 2024.
Não existe nota exigida pelo Google. A pontuação de 0 a 100 vem do Lighthouse, um teste de laboratório. O que importa é passar nas três métricas de campo: LCP até 2,5 s, INP até 200 ms e CLS até 0,1 no percentil 75.
Sem visitas suficientes, o CrUX não gera dados de campo para as URLs. Nesse caso, use testes de laboratório (Lighthouse, PageSpeed Insights) para diagnosticar problemas e, se quiser dados reais, instale a biblioteca web-vitals para coletar as métricas dos seus próprios visitantes.
Pode ajudar, principalmente quando a página está em “ruim” e disputa com concorrentes de conteúdo parecido. Mas o efeito no ranqueamento costuma ser menor do que o de relevância e qualidade do conteúdo. O ganho mais certo aparece em conversão e engajamento.
Os dados do relatório consideram os últimos 28 dias de visitas. Depois de publicar uma correção, espere algumas semanas para ver o efeito completo. Na página do problema, clique em “Iniciar rastreamento” para validar a correção: o Search Console acompanha os dados do CrUX por quatro semanas antes de considerar o problema resolvido.
Fontes e referências
Ricardo Nakamura lidera o SEO Next+ da Oxigenweb, departamento dedicado a SEO e GEO (Generative Engine Optimization). Há mais de 5 anos conduz projetos digitais de ponta a ponta para marcas como JBS, Grupo Petrópolis, Caloi e Lufthansa City Center. Escreve sobre processos escaláveis de SEO, busca orientada por IA e como transformar otimização em resultado de negócio.
Ver perfil e todos os artigos de Ricardo →Entenda o que é robots.txt, como o Google lê o arquivo, veja exemplos prontos, a diferença para noindex e como controlar robôs de IA como o GPTBot.
Deixe seu comentário