PageSpeed Insights e Lighthouse: como ler e usar o relatório
Entenda o PageSpeed Insights e o Lighthouse: dados de campo x laboratório, nota x Core Web Vitals, insights mais comuns e como testar no Chrome DevTools.
Resumo rápido
O Google Trends é uma ferramenta gratuita do Google que mostra como o interesse por um termo ou assunto varia ao longo do tempo e entre regiões, usando uma escala relativa de 0 a 100 calculada a partir de uma amostra das buscas. Não é preciso criar conta nem ter campanha ativa: basta acessar trends.google.com.br e digitar um termo.
Em SEO, o Trends ajuda a responder perguntas que as ferramentas de volume não respondem bem:
Esse é o ponto que mais confunde iniciantes. O gráfico do Trends não mostra volume de busca. Segundo a central de ajuda do Google, o cálculo funciona em duas etapas:
Na prática, isso significa que:
O Trends também trabalha com uma amostra das buscas, remove buscas repetidas da mesma pessoa em curto intervalo e adiciona ruído estatístico para proteger a privacidade. Esse ruído aparece mais em termos de baixo interesse, então um pico isolado num termo pequeno não deve ser lido como evento real.
Fuso horário e granularidade: em períodos de 30 dias ou mais, os gráficos usam o horário UTC e mostram dados diários, semanais ou mensais. Em períodos de 7 dias ou menos, usam o fuso do seu navegador e costumam mostrar dados por hora.
Um roteiro simples para uma análise útil de SEO, do zero:
Em janeiro de 2026, o Google anunciou uma nova página Explorar, com um painel lateral do Gemini que sugere termos relacionados e os coloca no gráfico automaticamente, cores e ícones por termo e o dobro de consultas em ascensão por gráfico. A novidade começou pelo desktop e está sendo liberada aos poucos, então a sua tela pode estar diferente da descrita aqui, mas os conceitos são os mesmos.
A tabela resume os recursos que mais aparecem no dia a dia de SEO:
| Recurso | O que faz | Uso em SEO |
|---|---|---|
| Comparação | Coloca vários termos na mesma escala. A versão nova permite até 8 grupos de termos (a versão clássica, 5) | Escolher a variação principal de um tema |
| Região | País, estado ou região, ajustável para cada termo | SEO local e conteúdo regional |
| Período | Intervalos prontos ou personalizados | Sazonalidade e tendências de longo prazo |
| Categoria | Restringe o interesse a um contexto (ex.: “jaguar” animal ou carro) | Separar significados de termos ambíguos |
| Tipo de busca | Pesquisa na Web, de imagens, de notícias, Google Shopping e YouTube | Planejar vídeo, produto ou conteúdo visual |
| Interesse por sub-região | Mapa e lista com o índice por estado ou cidade | Priorizar praças e páginas locais |
| Relacionados | Assuntos e consultas, principais e em ascensão | Pautas, FAQs e expansão de clusters |
| Em alta agora | Buscas com alta recente ligadas a notícias, com janelas de 4 h, 24 h, 48 h e 7 dias | Conteúdo de oportunidade e notícias |
Um termo de pesquisa mede exatamente as palavras digitadas, no idioma escolhido. Sem aspas, inclui buscas que contenham todas as palavras em qualquer ordem; entre aspas, só a frase exata. Já um assunto agrupa termos que se referem ao mesmo conceito, inclusive em outros idiomas (o assunto “Londres” inclui “London”). Para medir o interesse por uma marca ou entidade como um todo, use o assunto. Para decidir qual expressão usar em um título, use termos.
Também é possível somar variações com o sinal de mais, como em celular + smartphone. Erros de digitação, sinônimos e singular ou plural não são agrupados automaticamente nos termos, então digite exatamente o que quer medir.
O padrão é “Pesquisa na Web”. O seletor logo abaixo permite trocar para pesquisa de imagens, de notícias, Google Shopping e YouTube, cada um com os mesmos blocos de interesse ao longo do tempo, por região e relacionados. Isso faz diferença: um tutorial pode ter interesse estável na Web e crescente no YouTube, e um produto pode ter picos no Shopping que não aparecem com a mesma força na Web.
No fim da página Explorar ficam dois blocos, “Assuntos relacionados” e “Consultas relacionadas”, e cada um tem duas visões:
Como transformar isso em conteúdo:
Dica: ao comparar vários termos, cada um tem sua própria aba de relacionados. Vale olhar todas, porque a variação menos buscada às vezes traz as consultas em ascensão mais interessantes.
O uso mais valioso do Trends em SEO é descobrir quando publicar. Uma página nova precisa de tempo para ser rastreada, entrar na indexação e ganhar posições. Se você publica um guia de presentes na semana do Dia das Mães, já chegou tarde.
Exemplos clássicos no Brasil: Black Friday, Dia dos Namorados, volta às aulas e declaração do Imposto de Renda.
O erro número 1 é ler o índice como volume. “O termo A está em 80 e o B em 40” quer dizer que A teve o dobro de interesse relativo de B naquele recorte, não que A tem 80 mil buscas.
O Trends não substitui ferramentas de volume, e elas não substituem o Trends. Cada uma responde a uma pergunta diferente:
| Ferramenta | Mostra | Melhor para | Limite |
|---|---|---|---|
| Google Trends | Interesse relativo de 0 a 100, quase em tempo real | Sazonalidade, comparação de variações, temas em ascensão | Não informa volume absoluto |
| Planejador de palavras-chave (Google Ads) | Estimativa de buscas mensais, com números arredondados | Ordem de grandeza da demanda | Médias mensais; não pega picos recentes |
| Ferramentas de SEO pagas (Semrush, Ahrefs e similares) | Volume estimado, dificuldade e concorrentes na SERP | Priorizar palavras e analisar concorrência | Estimativas de modelos próprios, que variam entre ferramentas |
| Google Search Console | Impressões, cliques e posição do seu próprio site | Medir o que você já recebe | Só mostra consultas em que o site já apareceu |
O fluxo ideal: a ferramenta de volume diz se o tema tem tamanho, o Trends define a variação e o momento, e o Search Console mede o resultado, com impressões e CTR na época de pico.
Para quem precisa de dados em escala, o Google anunciou em julho de 2025 uma API do Google Trends em versão alfa, com acesso restrito a testadores. A diferença principal é que a API entrega valores em escala consistente entre consultas (e não reescalonados a cada comparação, como no site), com janela móvel de cinco anos e agregação semanal, mensal ou anual.
Duas mudanças de 2025 e 2026 merecem atenção. A primeira é a própria interface: com o painel do Gemini na página Explorar, você pode pedir em linguagem natural que a ferramenta encontre e compare termos de um tema, o que acelera a fase de descoberta.
A segunda é o que o dado representa. Segundo a central de ajuda, o Trends exclui buscas feitas por produtos do Google, incluindo buscas internas geradas pelo Modo IA e pelos AI Overviews. Ou seja, as consultas que o próprio sistema dispara para montar uma resposta de IA não entram na conta. E, naturalmente, o Trends não mede o que as pessoas perguntam em outros assistentes, como ChatGPT ou Perplexity.
Para quem trabalha com GEO e com AI Overviews, o Trends continua útil como termômetro de demanda: se o interesse por um tema cresce, cresce também a chance de ele gerar respostas de IA. Mas mais interesse não significa mais cliques, já que boa parte dessas buscas pode terminar como busca zero clique. Por isso, cruze sempre o Trends com os cliques reais do Search Console.
Não. Ele mostra o interesse relativo de 0 a 100, calculado sobre o total de buscas de cada região e período. Para estimar quantas buscas um termo tem, use o Planejador de palavras-chave ou outra ferramenta de volume.
Significa que não há dados suficientes para aquele termo no recorte escolhido, não que ninguém buscou. Tente ampliar o período ou a região.
Sim. O site é gratuito e não exige login. A API do Google Trends, anunciada em 2025, está em fase alfa com acesso restrito a testadores.
“Principais” são as consultas mais buscadas junto com o seu termo. “Em ascensão” são as que mais cresceram em relação ao período anterior; quando aparece “Aumento repentino”, o crescimento passou de 5.000%.
Fontes e referências
Diogo Faquinha Luizari é Diretor de Análise de Dados e CFO da Oxigenweb. Formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Marketing e Publicidade, é certificado em Google Analytics, Looker Studio, Google Ads (Rede de Pesquisa, Display e Shopping) e Meta Marketing de Performance. Escreve sobre dados, mensuração e como transformar SEO em resultado de negócio.
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