YMYL (Your Money or Your Life): o que é e como aplicar no SEO
Entenda o que é YMYL nas diretrizes do Google, as categorias de temas, a relação com E-E-A-T e como produzir conteúdo confiável para busca e AI Overviews.
Resumo rápido
alt da tag <img>, que descreve a imagem para quem não pode vê-la e para os buscadores.alt="" (vazio), e não ficar sem o atributo.Alt text (texto alternativo) é a descrição textual de uma imagem, inserida no atributo alt da tag <img>, que substitui a imagem quando ela não pode ser vista e ajuda leitores de tela e buscadores a entender o que ela mostra.
Na marcação, ele aparece assim:
O navegador não exibe o alt quando a imagem carrega normalmente. Ele entra em cena quando a imagem falha, quando o usuário desativa imagens para economizar dados e, principalmente, quando uma pessoa cega ou com baixa visão navega com um leitor de tela, que lê o texto em voz alta. A documentação da MDN lembra ainda que o alt é usado ao copiar e colar a imagem como texto.
É comum confundir alt com o atributo title ou com a legenda. O title gera uma dica ao passar o mouse e não substitui o alt. A legenda (por exemplo, em <figcaption>) é texto visível para todos e complementa a imagem. Os três podem coexistir, cada um com sua função.
O critério de sucesso 1.1.1 (Conteúdo não textual) das Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG), de nível A, exige que todo conteúdo não textual apresentado ao usuário tenha uma alternativa em texto com a mesma finalidade, salvo exceções previstas. No Brasil, o artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) diz que “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País”, seguindo as boas práticas internacionais. Texto alternativo é um dos itens mais básicos dessa exigência.
Para o Google, o alt é “o atributo mais importante” quando se trata de fornecer metadados sobre uma imagem. A documentação de SEO para imagens explica que o buscador combina o alt com algoritmos de visão computacional e com o conteúdo da página para entender o assunto da imagem. Há ainda um efeito menos lembrado: quando a imagem é um link, o alt funciona como texto âncora desse link.
Em uma frase: o alt text é um dos raros elementos em que acessibilidade e SEO pedem exatamente a mesma coisa: uma descrição curta, precisa e útil da imagem.
O exemplo clássico da documentação do Google mostra a evolução de um alt ruim para um bom. Adaptado para o português:
| Nível | Exemplo | Problema ou qualidade |
|---|---|---|
| Ruim | <img src="filhote.jpg"> |
Sem alt: o leitor de tela pode anunciar o nome do arquivo |
| Ruim | alt="filhote cachorro filhotes cão barato ração para cachorro" |
Lista de palavras-chave; experiência ruim e risco de spam |
| Melhor | alt="filhote" |
Correto, mas genérico |
| Ideal | alt="Filhote de dálmata brincando de buscar a bolinha" |
Específico, natural e fiel ao que a imagem mostra |
bota-couro-marrom.jpg, no mesmo espírito de uma URL amigável, ajuda mais que IMG00023.JPG.O tutorial de imagens do W3C (WAI) organiza as decisões por tipo. Um resumo prático:
alt="". O W3C explica que omitir o atributo não é alternativa, porque alguns leitores de tela passam a anunciar o nome do arquivo.Dica: decidir se uma imagem é decorativa ou informativa é um julgamento de quem publica, baseado no motivo de ela estar na página. Na dúvida, pergunte: “se a imagem sumisse, o leitor perderia alguma informação?”. Se não, ela provavelmente é decorativa.
<img> (inclusive dentro de <picture>).<title>, já que não há atributo alt.Atenção com geração automática: ferramentas que criam alt com IA ajudam a cobrir grandes acervos, mas descrevem a aparência, não a função nem o contexto. Revise ao menos as imagens de produtos, as de links e as que carregam informação.
O Google destacou em 2025 que pessoas fazem buscas multimodais, tirando uma foto ou enviando uma imagem e fazendo perguntas sobre ela, e recomendou apoiar o texto com imagens e vídeos de alta qualidade para ter sucesso nas experiências de IA da Busca. Os recursos de IA, como os descritos no guia de SEO para AI Overviews e Modo IA, partem do mesmo índice da Busca. Uma imagem bem descrita e bem contextualizada tem mais chance de ser compreendida em qualquer formato de resultado.
O guia da Microsoft Advertising sobre otimização para IA, segundo análise do Search Engine Journal, também lista o texto alternativo de imagens entre as práticas para tornar o conteúdo utilizável por assistentes. Não há, porém, nenhuma indicação oficial de que um formato especial de alt favoreça citações em IA. A regra continua a mesma: descrever bem.
Ajuda o Google a entender a imagem e o contexto da página, o que é especialmente relevante no Google Imagens. A documentação oficial chama o alt de o atributo mais importante para metadados de imagem. Ele não compensa, sozinho, uma página fraca.
O Google não define limite de caracteres. A orientação de acessibilidade é ser breve e transmitir o significado da imagem no contexto. Na prática, uma frase curta resolve a maioria dos casos; informações longas vão para o texto da página.
Toda imagem precisa do atributo, mas nem toda precisa de descrição. Imagens decorativas devem usar alt="", para que leitores de tela as ignorem. Omitir o atributo é pior, porque alguns leitores anunciam o nome do arquivo.
Não. O alt substitui a imagem para leitores de tela e buscadores. O atributo title mostra uma dica ao passar o mouse, aparece só para quem usa mouse e não cumpre a função de alternativa em texto, então não deve ser usado no lugar do alt.
Fontes e referências
Mauricio Shinmi é CEO e cofundador da Oxigenweb, empresa de tecnologia e marketing fundada em 2009, e criador do SEONextbr, plataforma brasileira de SEO e GEO. Com mais de 20 anos de experiência em SEO, já atendeu marcas como JBS, Caloi, Itaipava, Cultura Inglesa e Lufthansa. Foi reconhecido pela Abradi como um dos 50 maiores especialistas em WordPress do Brasil, atua como investidor e mentor de startups e integra o Conselho Municipal de Inovação e Tecnologia de Presidente Prudente. No Guia SEO, escreve sobre SEO, GEO e como as empresas podem ser encontradas no Google e nas respostas das IAs.
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