GPT-6 no ChatGPT: Intelligent UI, busca mais rápida e impacto no SEO
OpenAI lança o GPT-6 com Intelligent UI e busca 44% mais rápida no ChatGPT. Veja o impacto em calculadoras, no tráfego de referência e no GEO.
Resumo rápido
Em 14 de setembro de 2026, o Digiday revelou, e o Search Engine Roundtable, o Search Engine Land e o Search Engine Journal confirmaram, que o Google está testando pagar sites pelo uso do conteúdo deles nas respostas de IA. O programa se chama AI contribution pilot e funciona dentro do Google Search Console. Segundo o Digiday, o Google o descreveu como um piloto de aprendizado em estágio inicial para testar a melhor forma de recompensar conteúdo de alta qualidade.
Segundo a documentação descrita pelo Search Engine Roundtable e pelo Search Engine Journal, o piloto cobre o app Gemini, os AI Overviews e o Modo IA, e só paga pela fase de geração da resposta. Conteúdo que apenas confirma fatos ou é linkado depois da resposta pronta não conta. Ser citado não é o mesmo que ser pago.
Em 30 de setembro veio o dado mais concreto até agora. Segundo reportagem do The Information, repercutida pelo Search Engine Roundtable, o Google paga cerca de 100 publishers, e para vários blogs e sites pequenos e médios o valor representa um décimo de 1% (0,1%) da receita de anúncios. Os números não foram confirmados pelo Google. A reportagem também diz que os valores variam muito entre participantes.
O piloto faz parte de uma sequência de mudanças ao longo de 2026:
Barry Schwartz, do Search Engine Roundtable, vê pela primeira vez um relatório de “AI contribution” no Search Console, sem saber que envolvia pagamentos.
O Google anuncia o controle de IA e os relatórios de impressões em IA no Search Console, com teste inicial no Reino Unido.
Em post de políticas públicas, o Google diz testar parcerias com sites cujo conteúdo contribui para a atualidade e a precisão das respostas de IA.
Relatórios de performance de IA generativa e o controle de IA são liberados para todos os sites do mundo.
Digiday e a imprensa especializada revelam o AI contribution pilot.
Robby Stein, do Google, confirma o teste do “Dive deeper” no Discover, que abre um resumo de IA sobre o tema em vez do artigo.
Segundo o Search Engine Roundtable, alguns AI Overviews passam a exibir links que abrem o Modo IA, e não sites.
O The Information publica os números de cerca de 100 publishers e de pagamentos na casa de 0,1% da receita de anúncios.
Três recursos de IA diferentes convivem hoje no Search Console:
| Recurso | Quem tem acesso | O que faz | Limitações conhecidas |
|---|---|---|---|
| AI contribution (piloto) | Só sites convidados pelo Google | Mostra ganhos mensais e histórico; permite aceitar os termos, cadastrar dados de pagamento e sair a qualquer momento | Não explica como o valor é calculado; o repasse pode diferir do estimado por impostos ou valores mínimos locais |
| Relatório de performance de IA generativa | Todos os sites, desde 31/08/2026 | Impressões em AI Overviews e Modo IA, por página, país, data e dispositivo; o Discover tem relatório próprio | Sem cliques e sem posição; sites com poucas impressões podem não ver o relatório |
| Controle “Search generative AI” | Todos os sites, desde 31/08/2026 | Em Configurações: incluir, excluir ou herdar da propriedade pai a presença em AI Overviews, Modo IA e recursos de IA do Discover | Quem exclui não recebe tráfego nem impressões desses recursos; não afeta treinamento de modelos (isso é com o Google-Extended) |
O que se sabe: o piloto é por convite, cobre Gemini, AI Overviews e Modo IA, paga por “valor” e não por uso bruto, e foi além de sites de notícias. Segundo o Digiday, atrai mais publishers pequenos e médios do que grandes grupos de mídia.
O que não se sabe: a fórmula de cálculo, os países participantes, os critérios de convite e se o programa será ampliado. Nenhuma das reportagens indica que haja sites brasileiros no piloto. O número de cerca de 100 participantes e a referência de 0,1% da receita aparecem apenas na reportagem do The Information; o Digiday falava em “pelo menos dezenas” de publishers abordados, sem número exato.
Para a maioria dos sites brasileiros, nada muda no bolso por enquanto. O que muda é a direção do jogo.
1. A contribuição para a resposta passa a ter preço. O critério do piloto é a influência do conteúdo na geração da resposta, não o link exibido no fim. Isso reforça o que o GEO (Generative Engine Optimization) já defendia: dados próprios, informação atualizada e trechos claros valem mais do que texto genérico.
2. O valor pago é pequeno perto do tráfego em jogo. Se a referência de 0,1% da receita de anúncios se confirmar, o pagamento não compensa a perda de cliques causada pela busca zero clique. Segundo o Search Engine Journal, um executivo alertou que aceitar pode enfraquecer o publisher em negociações futuras.
3. Os sinais de canibalização estão aumentando. O “Dive deeper” no Google Discover troca o clique no artigo por um resumo de IA com links relacionados. E os links em AI Overviews que abrem o Modo IA, relatados pelo Search Engine Roundtable, mantêm o usuário dentro do Google. Portais e blogs brasileiros que dependem do Discover devem acompanhar de perto.
4. Agora dá para medir, ainda que parcialmente. Com o relatório de performance de IA liberado globalmente, qualquer site brasileiro consegue ver quais páginas aparecem em AI Overviews e no Modo IA. Sem dado de clique, a comparação com o CTR da busca tradicional continua indireta.
5. Sair da IA tem custo. O controle de exclusão existe, mas quem o usa abre mão de impressões e tráfego vindos desses recursos. O Google afirma que a escolha não é sinal de ranqueamento no restante da busca. Para remover o site do Google por completo, a ferramenta continua sendo o noindex, não esse controle.
O que ainda não está confirmado: os números de cerca de 100 publishers e de pagamentos próximos a 0,1% da receita de anúncios vêm de fontes anônimas ouvidas pelo The Information e não foram confirmados pelo Google. Também não há informação oficial sobre a fórmula de pagamento, os países do piloto, a inclusão de sites brasileiros ou a ampliação do programa. O “Dive deeper” e os links de AI Overviews para o Modo IA são testes e podem mudar ou ser descontinuados.
É um programa de teste do Google, dentro do Search Console, que paga publishers convidados quando o conteúdo deles contribui de forma significativa para respostas geradas por IA no app Gemini, nos AI Overviews e no Modo IA.
Por enquanto, só por convite do Google, e não há informação pública sobre os países incluídos nem sobre critérios de seleção.
Não necessariamente. Segundo a documentação descrita pela imprensa especializada, só conta o conteúdo que influencia a geração da resposta. Conteúdo que apenas confirma fatos ou é linkado depois que a resposta foi gerada não se qualifica.
Não. O relatório de performance de IA generativa mostra apenas impressões em AI Overviews e Modo IA, com recortes por página, país, data e dispositivo.
Fontes e referências
Mauricio Shinmi é CEO e cofundador da Oxigenweb, empresa de tecnologia e marketing fundada em 2009, e criador do SEONextbr, plataforma brasileira de SEO e GEO. Com mais de 20 anos de experiência em SEO, já atendeu marcas como JBS, Caloi, Itaipava, Cultura Inglesa e Lufthansa. Foi reconhecido pela Abradi como um dos 50 maiores especialistas em WordPress do Brasil, atua como investidor e mentor de startups e integra o Conselho Municipal de Inovação e Tecnologia de Presidente Prudente. No Guia SEO, escreve sobre SEO, GEO e como as empresas podem ser encontradas no Google e nas respostas das IAs.
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